Cadeiras e Bancos de Bar
Um banco de bar tem o assento muito acima da base e é usado por pessoas que sobem, descem e se apoiam de lado. Isso torna a estabilidade e a construção mais importantes do que em qualquer cadeira normal. Esta página trata da escolha por tipo de balcão e do salto de exigência quando o espaço recebe clientes.
Banco, cadeira alta e tamborete
Três produtos diferentes partilham a mesma prateleira. O tamborete é o banco sem encosto, com assento redondo de 30 a 38 cm, pensado para permanências curtas; arruma completamente sob o balcão e é o mais barato. A cadeira alta tem encosto de 30 cm ou mais acima do assento e, muitas vezes, braços; serve para permanências longas e não desaparece sob o tampo. O banco com encosto vestigial, de 15 a 20 cm, é o compromisso: dá referência lombar mínima e ainda arruma quase todo.
A escolha depende do tempo de permanência. Até 20 minutos, um tamborete com bom apoio de pés é suficiente. Acima de 45 minutos, sem encosto, a coluna procura apoio e a pessoa acaba curvada sobre o balcão. Numa zona de convívio ou num bar doméstico onde se está sentado uma noite inteira, encosto e braços deixam de ser luxo.
Altura por tipo de balcão
A regra é constante: o assento fica 25 a 30 cm abaixo da superfície de apoio. O que muda é a superfície.
| Superfície | Altura corrente | Assento | Uso típico |
|---|---|---|---|
| Mesa alta de bar | 100 – 110 cm | 75 – 80 cm | Mesas de pé em cafés e cervejarias |
| Balcão de bar doméstico | 105 – 110 cm | 75 – 80 cm | Zona de convívio, ilha elevada |
| Bancada de cozinha | 90 – 92 cm | 63 – 68 cm | Pequenos-almoços; ver bancos de cozinha |
| Balcão de atendimento | 110 – 115 cm | 80 – 85 cm | Recepções e postos de trabalho em pé |
Meça o seu balcão com fita, do chão ao topo, e subtraia 25 a 30 cm. Se ficar entre dois modelos, escolha o mais baixo: um assento alto de mais não tem correcção, um assento ligeiramente baixo continua utilizável. Para o caso específico das bancadas e ilhas de cozinha, as medidas estão desenvolvidas em bancos altos para cozinha e ilha.
Verifique ainda a folga para os joelhos: pelo menos 25 cm entre o assento e a face inferior do tampo e 25 a 30 cm de profundidade livre. Um balcão com painel frontal fechado ou com saliência de tampo inferior a 25 cm não serve para sentar, por muito correcta que seja a altura do banco.
Base, rotação e estabilidade
O centro de massa de alguém sentado num banco de 78 cm fica a mais de um metro do chão, e o momento de tombamento quando essa pessoa se apoia de lado para descer é considerável. A base é, por isso, o primeiro critério técnico.
Em bancos de quatro pernas, procure travessas de união entre as pernas e uma pegada no chão de pelo menos 40 por 40 cm, com as pernas ligeiramente abertas para fora. Em bancos de coluna central, o disco da base deve ter 38 a 45 cm de diâmetro e peso suficiente para contrariar o momento: uma base leve de chapa fina é a causa mais comum de bancos que tombam. Confirme também se a base tem aro de apoio de pés integrado, porque nesses modelos o pé apoia-se na base e reduz o esforço lateral.
O apoio de pés deve ficar 40 a 45 cm abaixo do assento. Sem ele, o peso das pernas fica todo na face inferior da coxa e aparece formigueiro em cerca de 20 minutos. Um aro a toda a volta permite variar a posição e é preferível a uma barra só à frente.
Nos modelos giratórios com regulação de altura, o mecanismo é uma coluna a gás igual à das cadeiras de escritório. Ganha versatilidade e perde fiabilidade: a coluna pode perder pressão e descer sozinha, e a rotação ganha folga com o uso. Se o banco for para um ponto fixo, um modelo de altura fixa dura mais. Se optar pelo giratório, confirme que existe travão de rotação ou, pelo menos, que a rotação é amortecida — um banco que roda livremente é desconfortável para quem se apoia com o cotovelo no balcão.
Casa ou espaço com clientes
A diferença não é de estilo, é de ensaio. Um banco doméstico é ensaiado segundo a EN 12520, que cobre assentos de uso doméstico, com capacidades declaradas típicas de 110 a 120 kg. Um banco destinado a um café, restaurante ou espaço público deve cumprir a EN 16139, de uso não-doméstico, com cargas e ciclos de ensaio superiores e requisitos de estabilidade mais apertados.
Na prática, um banco de contract custa duas a três vezes mais e distingue-se por soldaduras contínuas em vez de pontos, tubo de parede mais espessa, base mais pesada e estofos com abrasão elevada. Comprar bancos domésticos para um espaço comercial é falsa poupança: falham por fadiga em meses, e nem sequer cobrem a responsabilidade do estabelecimento em caso de acidente.
No sentido inverso, um banco de contract em casa é excelente compra se o orçamento permitir: dura muito mais e é mais estável. Para zonas de espera e salas de atendimento, as tipologias adequadas estão em cadeiras de espera e de visita.
Materiais e manutenção
Aço com pintura epóxi em pó é o material dominante nas estruturas, pela resistência ao arrasto e à humidade; confirme ponteiras de fecho em todas as extremidades do tubo, porque um tubo aberto absorve água ao lavar o chão e enferruja de dentro para fora. Madeira maciça dura bem em ambiente seco e permite reaperto das juntas. Polipropileno moldado é a opção lavável e leve, útil em varandas e cozinhas.
Nos assentos, a pele sintética limpa-se com pano húmido e é o revestimento habitual em zonas de bebida, onde há derrames; se preferir tecido, procure abrasão declarada entre 20 000 e 40 000 ciclos Martindale para uso intenso. As diferenças entre revestimentos estão em pele vs pele sintética.
Manutenção mínima: reaperto de todos os parafusos a cada seis meses, porque os bancos altos sofrem esforço lateral constante; substituição das ponteiras quando ficarem gastas; e, nos giratórios, verificação anual do curso da coluna. Um banco que desce sozinho tem a coluna a gás gasta, e a coluna substitui-se por outra compatível em diâmetro e curso.
Opções recomendadas na Amazon
Banco de bar de altura fixa com assento a 75 – 80 cm
- Base de 40 cm ou quatro pernas com travessas
- Apoio de pés em aro a 40 – 45 cm abaixo do assento
- Faixa habitual: 50 – 120 € por banco
Cadeira alta com encosto acima de 30 cm e braços
- Apoio lombar real para noites inteiras sentado
- Revestimento de superfície fechada, fácil de limpar
- Faixa habitual: 80 – 170 € por unidade
Banco de linha profissional com soldadura contínua
- Tubo de parede espessa, base pesada, estofo de alta abrasão
- Procure referência a ensaio segundo a EN 16139
- Faixa habitual: 130 – 300 € por banco
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Perguntas frequentes
Que altura deve ter um banco de bar?
Entre 75 e 80 cm de assento para balcões e mesas altas de 105 a 110 cm, mantendo 25 a 30 cm entre o assento e a superfície. Para bancadas de cozinha de 90 a 92 cm, a altura correcta desce para 63 a 68 cm, que é outra família de produto.
Bancos de bar com ou sem encosto?
Sem encosto para permanências até cerca de 20 minutos, porque arrumam totalmente sob o balcão e custam menos. Com encosto de 30 cm ou mais quando se está sentado mais de 45 minutos, porque sem apoio lombar a pessoa acaba curvada sobre o balcão.
Como evitar que um banco alto tombe?
Procure uma pegada no chão de pelo menos 40 por 40 cm em bancos de quatro pernas, com travessas de união, ou uma base circular de 38 a 45 cm de diâmetro e peso real em bancos de coluna. Bases leves de chapa fina são a causa mais comum de bancos que tombam ao apoiar de lado.
Posso usar bancos domésticos num café?
Não é aconselhável. Um espaço com clientes exige bancos ensaiados segundo a EN 16139, com cargas, ciclos e requisitos de estabilidade superiores aos da EN 12520 doméstica. Bancos domésticos em uso comercial falham por fadiga em poucos meses.