Cadeiras de Cozinha

A cozinha é o ambiente mais agressivo da casa para uma cadeira: vapor, gordura em suspensão que se deposita em toda a superfície, salpicos, produtos de limpeza fortes e chão duro que se lava com frequência. A escolha aqui é sobretudo uma escolha de superfícies laváveis e de dimensões que não bloqueiem a circulação.

O que a cozinha faz a uma cadeira

A gordura de cozedura evapora e volta a condensar em partículas finas sobre tudo o que está na divisão, incluindo o encosto das cadeiras. Não é sujidade visível no primeiro mês, mas ao fim de um ano forma uma película que agarra pó e escurece tecidos claros de forma uniforme — razão pela qual uma cadeira de cozinha em tecido claro parece suja mesmo sem nódoas.

A humidade é o segundo agente. Ciclos repetidos de vapor e secagem fazem inchar o MDF e delaminar o contraplacado pelos topos não selados, sobretudo na aresta inferior das pernas, que ainda apanha a água da lavagem do chão. Uma cadeira com pernas de MDF numa cozinha tem tipicamente três a cinco anos de vida.

O terceiro factor é o produto de limpeza. Numa cozinha usam-se desengordurantes alcalinos, que atacam vernizes de nitrocelulose, opacificam acabamentos pigmentados de pele sintética e ressecam a madeira oleada. Verniz de poliuretano, pintura epóxi em pó e plásticos moldados aguentam; quase tudo o resto sofre.

Materiais por facilidade de limpeza

MaterialLimpeza correnteComportamento com humidadeNota
Polipropileno moldadoPano húmido ou lavagem completaIndiferenteA melhor relação para cozinha
Aço com pintura epóxi em póPano com desengordurante suaveBoa, se não houver lascasOxida a partir de qualquer lasca
Madeira maciça envernizada a poliuretanoPano húmido, secar de imediatoBoa se o verniz cobrir os toposVer cadeiras de madeira
Pele sintéticaPano húmidoBoaEvitar produtos com álcool
Tecido sem tratamentoAspirar e tratar nódoasAbsorve odoresPior escolha para cozinha
MDF folheadoPano quase secoIncha e não recuperaEvitar em pernas e travessas

Se gosta de cadeiras estofadas e a mesa está mesmo na cozinha, a solução de compromisso é assento removível com tecido tratado ou capas laváveis que entrem na máquina a 30 graus. Uma alternativa muito prática é o assento revestido a material de superfície fechada, tratado em cadeiras em pele e pele sintética.

Formatos para cozinhas pequenas

Numa cozinha, a cadeira compete com portas de armário, gavetas e passagem. Três medidas determinam se a solução funciona.

A profundidade total da cadeira, com encosto incluído, deve ficar entre 45 e 52 cm nos modelos compactos, contra 55 a 60 cm de uma cadeira de sala. A largura útil por lugar continua a ser 60 cm de bordo de mesa, mas a largura exterior da cadeira pode descer a 42 a 46 cm, o que ajuda quando a mesa está encostada a uma parede. E a circulação: são precisos 75 a 90 cm livres atrás da cadeira ocupada para alguém passar, e pelo menos 100 cm entre a bancada e a mesa se houver forno ou máquina de lavar loiça a abrir para esse lado — uma porta de forno aberta avança 50 a 60 cm.

Quando o espaço não chega, há três saídas conhecidas. Cadeiras de encosto baixo que ficam totalmente sob o tampo quando arrumadas, ganhando os centímetros do encosto. Bancos sem encosto que desaparecem debaixo da mesa, aceitáveis para pequenos-almoços e maus para refeições longas. Ou, se a refeição é feita à bancada e não a uma mesa baixa, passar para bancos altos, com as alturas explicadas em bancos altos para cozinha e ilha. Se a prioridade for guardar as cadeiras entre refeições, veja cadeiras empilháveis.

Pés, chão e ruído

O chão de uma cozinha é quase sempre cerâmico, vinílico ou microcimento — duro, escorregadio quando molhado e barulhento. Os pés da cadeira interessam por três razões.

Primeiro, o risco: ponteiras de plástico duro riscam grés e vinil ao arrastar. Substitua-as por ponteiras de feltro em cozinhas com pavimento vinílico e por ponteiras de borracha macia em grés. Segundo, o ruído: uma cadeira arrastada em cerâmica é uma das fontes de ruído mais constantes numa casa, e o feltro resolve grande parte. Terceiro, a corrosão: pernas de aço com corte a laser e sem tampão de fecho absorvem água pelo interior do tubo quando o chão é lavado, e enferrujam de dentro para fora. Confirme que todas as extremidades têm ponteira de fecho.

Em cozinhas com muita gente a passar, uma cadeira leve, entre 3,5 e 5 kg, é preferível a uma pesada: arrasta-se com uma mão e não obriga a levantar. A capacidade declarada deve continuar nos 110 a 120 kg, com estrutura ensaiada segundo a EN 12520 para uso doméstico.

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Melhor para limpar

Cadeira em polipropileno moldado de peça única

  • Sem costuras nem juntas onde a gordura se aloje
  • 3,5 a 5 kg, lavável por completo
  • Faixa habitual: 35 – 70 € por cadeira
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Cozinha pequena

Cadeira compacta de encosto baixo que arruma sob o tampo

  • Profundidade total de 45 a 52 cm, largura de 42 a 46 cm
  • Liberta a passagem quando não está em uso
  • Faixa habitual: 40 – 85 € por cadeira
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Conforto com limpeza fácil

Cadeira com assento revestido a material de superfície fechada e estrutura em aço epóxi

  • Limpa-se com pano e desengordurante suave
  • Ponteiras de fecho em todas as extremidades do tubo
  • Faixa habitual: 50 – 95 € por cadeira
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Perguntas frequentes

Que cadeiras são melhores para uma cozinha?

As de superfície fechada e sem costuras: polipropileno moldado, aço com pintura epóxi em pó e madeira maciça com verniz de poliuretano. Tecido sem tratamento e MDF são as piores escolhas, porque o primeiro absorve odores e gordura e o segundo incha com a humidade.

Que espaço é preciso entre a mesa e a bancada da cozinha?

Pelo menos 100 cm se houver forno ou máquina de lavar loiça a abrir para esse lado, porque uma porta de forno aberta avança 50 a 60 cm. Sem equipamentos a abrir, 75 a 90 cm livres atrás da cadeira chegam para alguém se levantar e passar.

Como tirar gordura das cadeiras da cozinha?

Use desengordurante diluído sobre pano, nunca pulverizado directamente, e passe depois um pano com água limpa para retirar resíduo alcalino. Em madeira envernizada e em pele sintética, seque de imediato e evite produtos com álcool ou amoníaco, que opacificam o acabamento.

Cadeiras ou bancos para uma cozinha pequena?

Bancos sem encosto se as refeições forem curtas e a mesa tiver de desaparecer sob o tampo; cadeiras de encosto baixo se houver refeições completas. Se come à bancada e não a uma mesa de 74 a 78 cm, o correcto são bancos altos com a altura ajustada à bancada.