Cadeiras de Jantar Transparentes
Uma cadeira transparente resolve um problema concreto: desaparece visualmente e faz uma sala pequena parecer maior. Em troca, é o material de cadeira que mais depende de cuidados — risca com pó, fissura com o produto de limpeza errado e amarelece se apanhar sol directo. Vale a pena saber isso antes e não depois.
Policarbonato, acrílico e o que os distingue
Quase todas as cadeiras transparentes de qualidade são moldadas por injecção em policarbonato. É um termoplástico muito tenaz: absorve impacto sem estilhaçar, o que permite conchas de 3 a 5 mm de espessura em zonas planas e reforços nas curvas, com peso final de 4 a 6 kg por cadeira. É esse compromisso entre finura e resistência que torna possível o desenho de perfil quase invisível.
O acrílico, ou PMMA, é mais rígido e mais brilhante, risca-se um pouco menos e é o material das cadeiras de aspecto mais cristalino. Em contrapartida é frágil ao impacto: uma queda de lado num chão de cerâmica pode partir uma perna limpa em vez de a amolgar. Para uma casa com crianças, o policarbonato é a escolha mais sensata.
Há ainda cadeiras vendidas como transparentes que são de poliestireno ou de acrílico de baixa espessura. Reconhecem-se pelo preço muito baixo, por soarem ocas e por terem linhas de junção de molde bem visíveis. Fissuram com facilidade nos pontos de aperto dos parafusos das pernas.
| Material | Resistência a impacto | Riscos | Peso | Faixa por cadeira |
|---|---|---|---|---|
| Policarbonato | Muito alta, deforma sem partir | Risca com facilidade | 4 – 6 kg | 60 – 150 € |
| Acrílico (PMMA) | Média, pode partir ao impacto | Risca menos, brilho superior | 4 – 6 kg | 70 – 180 € |
| Poliestireno | Baixa, fissura nos apertos | Risca e embacia | 3 – 4 kg | 25 – 55 € |
Riscos: porque aparecem e o que fazer
O policarbonato tem dureza superficial baixa. O risco não vem de acidentes, vem da rotina: grãos de areia e pó entre o pano e a superfície, o fecho de umas calças de ganga a arrastar no assento, o anel de quem se apoia no encosto, o encosto a bater no bordo do tampo da mesa quando se arruma a cadeira.
Três medidas reduzem muito o problema. Limpe sempre com microfibra limpa e superfície molhada, nunca a seco, porque limpar a seco arrasta as partículas. Cole feltro no ponto em que o encosto toca na mesa se a folga for curta. E não empilhe cadeiras transparentes sem um pano entre elas.
Riscos finos e superficiais podem ser atenuados com pasta de polimento para plásticos aplicada com pano macio, em movimentos circulares e com pouca pressão. Riscos profundos não têm reparação prática: o polimento apenas troca uma linha nítida por uma zona baça. E há um erro que estraga a cadeira de vez — usar acetona, álcool a alta concentração, amoníaco ou limpa-vidros com amoníaco. Estes solventes provocam microfissuras sob tensão, o chamado crazing, que aparece como uma teia de rachas finas nas zonas de aperto e é irreversível. Água morna com detergente neutro é o suficiente. Há mais sobre produtos e materiais em como limpar cadeiras de qualquer material.
Amarelecimento e exposição solar
O policarbonato sem protecção amarelece com radiação ultravioleta. O processo é gradual, começa por um tom de mel nas zonas mais expostas e não tem reversão. Numa sala com janela virada a poente e sem cortinado, uma cadeira transparente sem estabilizante UV pode mostrar tom visível em dois a três anos; ao abrigo de sol directo, mantém-se límpida muito mais tempo.
As fichas de produto raramente declaram estabilização UV de forma explícita. Dois indícios úteis: artigos descritos como aptos para exterior ou para terraço levam quase sempre aditivo UV; e cadeiras de gama muito baixa, vendidas a menos de 40 €, quase nunca levam. Se a mesa está mesmo junto a uma janela grande, a solução prática é escolher a versão fumada ou colorida translúcida, em que o pigmento mascara a evolução da cor, ou aceitar que a cadeira é um artigo de cinco anos e não de vinte.
Para o exterior permanente, uma cadeira transparente é sempre má escolha face às alternativas: veja cadeiras de jardim de plástico, desenhadas para essa exposição.
Onde uma cadeira transparente funciona
Funciona onde o objectivo é não somar volume visual: salas pequenas, mesas com pé central de desenho marcado, apartamentos onde a zona de refeição está dentro da sala. Como não tem cor, combina com qualquer mesa, o que a torna útil quando não se quer comprometer o estilo.
As medidas são as mesmas das restantes cadeiras de jantar: assento entre 45 e 48 cm para tampos de 74 a 78 cm, folga de 27 a 30 cm entre a coxa e o tampo, profundidade de 40 a 45 cm e 60 cm de bordo por lugar. Muitas transparentes são conchas de encosto contínuo e empilham com passo de 7 a 10 cm, o que as torna práticas como cadeiras suplementares — o tema está desenvolvido em cadeiras empilháveis.
Duas limitações de conforto. A superfície é lisa e não respira: em refeições longas de Verão, é a cadeira em que mais se transpira, e uma almofada de assento resolve grande parte do problema, ainda que anule o efeito visual. E é fria ao toque no Inverno. Em capacidade, procure 110 a 120 kg declarados e ensaio segundo a EN 12520; conchas muito finas sem nervuras de reforço na ligação das pernas são as que mais fissuram.
Opções recomendadas na Amazon
Cadeira em policarbonato moldado de concha contínua
- 4 a 6 kg, nervuras de reforço na base das pernas
- Empilhável com passo de 7 a 10 cm
- Faixa habitual: 60 – 130 € por cadeira
Cadeira transparente em tom fumado ou colorido translúcido
- O pigmento disfarça riscos finos e a evolução da cor
- Boa opção junto a janelas com sol directo
- Faixa habitual: 70 – 150 € por cadeira
Cadeira de concha transparente com pernas em madeira
- Aquece visualmente o conjunto sem perder leveza
- Confirme buchas metálicas na ligação concha-perna
- Faixa habitual: 75 – 160 € por cadeira
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Perguntas frequentes
As cadeiras transparentes riscam muito?
Riscam, porque o policarbonato tem dureza superficial baixa. A maior parte dos riscos vem de limpeza a seco com partículas de pó no pano e do contacto do encosto com o bordo da mesa. Limpe sempre com microfibra sobre superfície molhada e proteja o ponto de contacto com feltro.
As cadeiras de policarbonato ficam amarelas?
Ficam se apanharem radiação ultravioleta e não tiverem estabilizante UV na formulação. Numa janela com sol directo, o tom de mel pode aparecer em dois a três anos e não tem reversão. Ao abrigo do sol, mantêm-se límpidas muito mais tempo.
Como limpar uma cadeira transparente sem a estragar?
Água morna com detergente neutro e pano de microfibra, com a superfície sempre molhada. Nunca use acetona, álcool concentrado, amoníaco ou limpa-vidros com amoníaco: provocam microfissuras irreversíveis nas zonas sob tensão, sobretudo à volta dos apertos.
Policarbonato ou acrílico numa cadeira de jantar?
Policarbonato para uso diário e casas com crianças, porque absorve impacto sem partir. Acrílico se valoriza o aspecto mais cristalino e a menor tendência a riscar, aceitando que uma pancada de lado pode partir uma perna em vez de a amolgar.